07/11/2014

Segurança em mergulhos autônomos


Segurança em mergulhos autônomos

Para iniciar nosso bate papo sobre segurança ao mergulhar, escolhemos darmos dicas para o “mergulho autônomo”, prática diferente do mergulho livre, em que o mergulhador utiliza seu equipamento individual – daí a expressão “autônoma” – para submergir – total ou parcialmente – na água.

Tendo em vista a utilização da aparelhagem autônoma para o mergulho, o mergulhador tem mais liberdade para praticar o esporte, podendo permanecer maior período submerso, pois não está dependendo dos aparelhos mantidos na superfície para respirar.

 

Mas isso não significa que a segurança deve ser colocada em segundo plano.

Mergulhadores devem evitar traumas causados pelas variações da pressão da água, destacando os cuidados com os ouvidos, apelidados carinhosamente de “calcanhar de Aquiles” do mergulhador.

À medida que o mergulhador afunda, a pressão aumenta e empurra seu tímpano para dentro, provocando dor. Caso não tome nenhuma atitude, o tímpano poderá sofrer lesões.

Para isso, indicamos a manobra de Valsalva: tapa-se o nariz com os dois dedos, mantém-se a boca fechada e expira-se com um pouco de força.

Outro cuidado necessário é com a máscara utilizada no momento do mergulho. Se o mergulhador não injetar um pouco de ar nela, pelo nariz, a estrutura elástica poderá comprimir seu rosto e causar hematomas.

Para os mergulhados que perdem a localização da superfície, vai uma dica simples: sigam as bolhas! E principalmente: o retorno à superfície deve ser cadenciado, para que o descarte do gás não se torne dor física, ou mesmo, problemas graves.

Quanto aos equipamentos utilizados, todo cuidado é pouco.

Para movimentação debaixo d’água, o mergulhador possui a sua disposição as nadadeiras ou ainda, o scooter, nome popular dado ao DPV (Diver Propulsion Vehicle), que aumenta – e muito – a área de ação do mergulhador enquanto submerso.

Um DPV geralmente consiste de um motor elétrico, alimentado por bateria, que move uma hélice. Além da manutenção em dia, deve-se utilizar tal aparelho somente em localidades onde seu uso é indicado. Para mergulhadores recreativos, o maquinário pode não ser útil, pois o DPV não apresenta um bom controle de flutuabilidade.

A ausência deste controle pode causar perigo ao mergulhador, novamente no que diz respeito ao retorno rápido à superfície.

Por fim, e não menos importante, cumpre ressaltar aquela dica já conhecida. Nunca esteja sozinho!

Siga nosso blog para acompanhar as próximas dicas e boa aventura!

 

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